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Estratégia sob fundamento

Antes de trocar o time, você já tentou treiná-lo?

Foto do escritor: Tiago Baldin
Tiago Baldin
28 de jun.
2 min de leitura

Tem um movimento que vejo se repetir em muitas operações comerciais. O resultado não vem, a pressão aumenta e a primeira decisão é, trocar pessoas.


Novo vendedor, nova esperança... ciclo se repete.


O problema é que trocar pessoa é caro, demorado e não resolve o que está errado de verdade. Se o processo é ruim, o novo contratado vai ter o mesmo resultado que o anterior. Mais rápido ainda, porque chegou sem cultura, sem contexto e sem vínculo com a empresa.


Treinar custa tempo. Não treinar custa VENDA.


Quando você investe em treinar quem já está no time, algumas coisas acontecem que nenhuma contratação nova entrega.


A pessoa se sente valorizada, e isso muda o nível de comprometimento de um jeito que salário nenhum compra.


A cultura da empresa é absorvida de verdade. Não em onboarding de três dias, mas no dia a dia, nas conversas, nos ajustes. Quem está há mais tempo carrega isso no DNA.

A curva de aprendizado some, você não perde seis meses esperando alguém novo produzir. Quem já conhece o produto, o cliente e o processo, com o treinamento certo, evolui muito mais rápido. E com motivação.


"Retenção de talento não é benefício de RH, é decisão estratégica de liderança comercial."


E começa com uma pergunta honesta: antes de abrir uma vaga, eu já dei a essa pessoa as ferramentas que ela precisava para performar? E não estou falando de computador, carro e celular.


Mas tem um ponto que quase ninguém fala.


Treinar o time comercial sem treinar a liderança é metade do caminho.

De nada adianta o vendedor evoluir se o gestor não sabe acompanhar essa evolução. E acompanhar de verdade exige três coisas que não podem falhar.


  1. Rotina. Reuniões de pipeline, alinhamentos semanais, feedbacks constantes. Não quando dá, mas sempre. Liderança que aparece só quando o número está ruim não é liderança, é apagador de incêndio.

  2. Processos. O time precisa saber o que fazer, como fazer e o que se espera em cada etapa. Sem processo definido, cada vendedor inventa o próprio caminho. E aí você não tem um time, tem vários vendedores soltos fazendo a mesma função de jeitos diferentes.

  3. Indicadores. Não para punir, para ajustar. Taxa de conversão, ciclo de venda, ticket médio, churn, esses números contam uma história. O líder que não lê essa história com frequência está sempre correndo atrás do prejuízo, nunca na frente dele.


Sem esses três pilares funcionando juntos, a liderança não consegue fazer avaliação de desempenho com qualidade. E sem avaliação com qualidade, o time não tem referência para crescer.


O que isso tem a ver com resultado?


TUDO!


As operações comerciais que mais cresceram ao longo da minha carreira não tinham os melhores vendedores do mercado. Tinham times bem treinados, líderes que acompanhavam com consistência e processos que funcionavam independente de quem estava na cadeira. Isso é o que escala.


Talento individual não escala, estrutura escala.


E estrutura começa com a decisão de investir nas pessoas que já estão com você antes de sair procurando quem ainda não conhece a sua empresa.


Se o seu time comercial não está entregando o que você espera, vale se perguntar: o problema está nas pessoas ou no que foi oferecido a elas para que pudessem crescer?

 
 
 

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